Trabalhar menos e ganhar igual: é viável na sua realidade?

Para onde a cultura do excesso de trabalho pode nos levar?

A síndrome de Burnout já atinge 20 milhões de brasileiros. Para onde a cultura do excesso de trabalho pode nos levar?

Vivemos em uma cultura de trabalho acelerada, onde o padrão é querer mais, encaixar mais, ir mais rápido, mais longe, atingir mais pessoas, em menos tempo, com menos recursos, com mais pressa. É preciso somar a essa conta o fato que em 2020 o trabalho remoto virou uma realidade para muitos trabalhadores e que este tipo de trabalho pede uma cultura de valorização de pessoas, flexibilidade e organização.

Essa mudança na cultura, pessoal e organizacional, nem sempre acontece. Muitos profissionais estão em casa trabalhando mais, de maneira desequilibrada, desorganizada e claro, sentindo a sobrecarga pesar nos ombros.

As mães estão no limite! Com a pandemia a situação de vida de muitas mulheres mudou completamente. Com crianças em casa, sem emprego/serviço e sem rede de apoio, essas mulheres estão exaustas e com sintomas de ansiedade, depressão e até mesmo pensamentos suicidas.

A pandemia mexeu com todas as nossas estruturas e a proposta de mudança que bate a nossa porta questiona o padrão de sobrecarga e consumismo que já é tão consolidado. Nós não voltaremos ao que era antes, precisamos criar novos padrões e para isso precisamos de novas informações e experiências.

Quantas horas você trabalha por semana? Trinta? Quarenta? Sessenta? Durante a pandemia o dia de trabalho de muita gente ficou 48 minutos mais longo e com mais reuniões.

Será que é possível equilibrar o tempo de trabalho com todas as áreas da vida, e ainda assim não ter impactos negativos, a partir de maior aproveitamento dos nossos recursos (tempo, energia, atenção, dinheiro, espaços físicos e digitais)? É isso que o movimento #4dayworkweek propõe.

O trabalho é uma transação de energia e tudo que aconteceu em 2020 causou traumas no trabalho, nas relações e na economia. O trabalho flexível e a diminuição da carga horária são caminhos que proporcionam mais espaço, tempo e energia para as pessoas. Para que isso aconteça é fundamental o entendimento que não estamos no mesmo tempo e espaço. Precisamos do suporte organizacional que possibilite o acesso à informação e melhor aproveitamento dos recursos e isso pressupõe alguns novos paradigmas como:

  • Valorização das pessoas e dos processos cíclicos, capacidade produtiva, espaços de descanso;
  • Retenção de talentos a partir de colaboração, construção de carreira, bem estar;
  • Cultura de experimentação, onde todos fazem parte da solução do problema;
  • Ambientes colaborativos com acesso simples às informações e trocas facilitadas.

O Movimento #4dayworkweek não é ainda uma realidade em maioria, mas apresenta uma proposta de mudança que considera clientes como aliados, comunicação aberta e inteligente, respeito aos tempos e espaços e evolução contínua.

Organizações que testaram a semana de 4 dias observaram benefícios como:

  1. Aumento da produtividade e foco
  2. Equilíbrio vida trabalho
  3. Mudança de mentalidade corporativa
  4. Otimização de recursos

A aplicação dessa proposta acontece a partir da identificação dos cenários e possíveis problemas. A partir disso se propõe experimentos e testes que são feitos para acompanhar o desenvolvimento do projeto. Esses testes variam de acordo com a natureza dos negócios. No Livro Trabalhe Menos Ganhe Igual, o autor Alex Soojung Pang entrevista mais de 100 empresas que seguiram o fluxo de trabalho reduzido para aumentar o bem estar e produtividade.

Em Dezembro de 2020 realizei uma aula bem bacana com a galera do movimento #BeOfficeless sobre a semana de trabalho de 4 dias e como isso foi possível na minha realidade. Para ouvir mais sobre essa experiência, dá uma chegada aqui no canal da Officeless e aperta o play:

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